Já dividi meu apreço pela obra da Lygia Fagundes Telles?
Não irei nem explanar o que sinto, acho que esse trechinho dela já fala:
"Estranho, sim. As pessoas ficam desconfiadas, ambíguas diante dos apaixonados. Aproximam-se deles, dizem coisas amáveis, mas guardam certa distância, não invadem o casulo imantado que envolve os amantes e que pode explodir como um terreno minado, muita cautela ao pisar nesse terreno. Com sua disciplina indisciplinada, os amantes são seres diferentes e o ser diferente é excluído porque vira desafio, ameaça. Se o amor na sua doação absoluta os faz mais frágeis, ao mesmo tempo os protege como uma armadura. Os apaixonados voltaram ao Jardim do Paraíso, provaram da Árvore do Conhecimento e agora sabem."
A disciplina do amor
Egotrip
Há 10 meses

Eu creio que apaixonados vivem em outro tempo. Os não apaixonados os enxergam como almas que pairam bem lá no alto... sentem que eles estão em outro mundo. O casal amante sente a passagem da vida e o fluir dos dias como um rio sagrado. Os que estão de fora apenas olham o relógio.
ResponderExcluirEsse texto me tocou profundamente. No entanto, não encontro palavras para descrever tal sensação.
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